segunda-feira, 21 de julho de 2014

1808, de Laurentino Gomes




Quando pensei em escrever esse blog eu estava lendo o livro 1808, de Laurentino Gomes.

Comprei em uma viagem em março e comecei a fazer aquilo que sempre faço quando compro um livro novo: começo a ler as primeiras páginas só por curiosidade.

Mas nesse, comecei a ler e decidi então continuar. Já tinha começado a ler vários livros e precisava de uma vez por todas terminar de ler ao menos um por completo.

No começo foi tranquilo, eu estava empolgada. Mas quando comecei a trabalhar novamente, o livro foi ficando cada vez um pouco longe, até parar de vez na pilha de livros começados, mas não terminados.

Aí perdi o emprego, e depois de dias enviando currículos, me veio a vontade de ler novamente.

Comecei a ler 1808 de novo e fui indo. Mas enquanto isso estava àquela outra pilha de livros me encarando: “Você não vai ler a gente???”

Foi então que o blog surgiu na minha cabeça pra ver se eu tomo vergonha na cara e leio de uma vez esses livros.

Acho que tá funcionando. :D


Sobre o livro:


Para quem não conhece, o livro fala sobre a vinda da Corte Portuguesa e da Família Real para o Brasil em 1808, fugidos de Napoleão, que tentava dominar toda a Europa na época.

Li em alguns lugares que esse livro fazia uma espécie de ódio aos portugueses, principalmente porque dava a entender que eles são preguiçosos, etc.

Acho que essa interpretação é muito rasa. O livro traz sim críticas às pessoas da Corte Portuguesa, mas também aos próprios brasileiros que aqui viviam.

Contudo, um detalhe que alguns podem não dar importância é que o autor traz explicações também sobre as pessoas que ficaram em Portugal depois da fuga da Família Real.

Os mais ricos, com uma índole discutível, se aliaram às tropas francesas.

Mas o autor ressalta que os pobres foram os que defenderam o país e preservaram Portugal para que a Família Real voltasse depois de 13 anos.

Esse detalhe pra mim é muito importante, já que demonstra que os portugueses não abandonaram suas terras e as defenderam.


Quem as abandonou ou quem se corrompeu não representa o povo português pra mim. E isso faz com que eu não veja o livro como uma propagação de ódio aos portugueses como muitos falaram.

Minha nota: @@@@

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