domingo, 17 de agosto de 2014

A Legião Estrangeira, de Clarice Lispector



Nos últimos tempos a internet foi invadida pelas frases de Clarice Lispector.

São inúmeras as figuras com frases atribuídas à autora.

E foi exatamente essa avalanche de frases que fez com que eu me interessasse e comprasse um livro dela.

Queria conhecer a escritora por trás das diversas frases aleatórias que apareciam na timeline do Facebook.

E foi então o dia em que o livro “A Legião Estrangeira” apareceu em minha frente em um sebo.

O livro é uma reunião de contos da autora. Só mais tarde descobri que o livro possui um tema específico, onde reúne contos da autora que demonstram diversas formas de amar.

Confesso que o estilo da autora não é um dos meus preferidos. Clarice é uma ótima poetisa, mas acredito que peca ao querer fazer poesia nos contos.  

Em alguns momentos, o conto acaba sendo um pouco tedioso já que o texto se transforma em uma grande divagação.

É o que acontece em um dos contos chamado “ O Ovo e a Galinha”.

Nesta entrevista, a própria Clarice diz que não sabe exatamente o que o conto quer trazer.

O conto nada mais é do que divagações a respeito de um ovo e depois da própria galinha, ou do ser galinha. Definitivamente, Clarice não estava sóbria quando escreveu esse conto.

Contudo, o livro também possui contos interessantes como “Viagem a Petrópolis” que conta a história de uma velhinha que mora de casa em casa. Clarice instiga o leitor nesse conto, principalmente porque o leitor vai descobrindo a história a partir da visão desta velhinha.

Outro conto que também me chamou a atenção foi “A quinta história” onde a autora escreve uma determinada história e vai destrinchando-a aos poucos. Um ótimo exercício a quem desejar treinar a escrita.


Minha nota: @@@

Sete Faces do Humor, vários autores




Comprei o livro “Sete Faces do Humor” em um sebo durante uma feira do livro. Ele só era mais um para completar o conjunto de três livros onde eu iria ganhar desconto.

Confesso que o título me atraiu e pensei que a leitura poderia ser divertida. Além disso, a capa trazia entre os vários autores, o nome de Pedro Bandeira, autor que me trazia boas recordações da minha pré-adolescência.

Outro aspecto foi que o livro faz parte da coleção Veredas, o que também me trazia boas recordações. Comprei e guardei.

Guardei até este mês quando decidi reler toda a pilha de livros que se acumula em meu quarto.

Antes de dar a minha opinião sobre o livro, vale considerar que ele é uma reunião de contos de diversos autores infanto-juvenis, e como são contos infanto-juvenis, os contos trazem a inocência que se deve ter.

Além disso, o livro também traz uma espécie de explicação sobre o tipo de humor de cada conto e falando um pouco sobre esse tipo de humor.

Pra mim realmente foi uma leitura tortuosa. Não pelo texto, que é bom, mas sim, pela expectativa que criei.
Comparei emoções de mais de 10 anos, achando que poderia ter o mesmo humor aos 26 anos. Ledo engano.

O livro essencialmente é para crianças chegando à pré-adolescência. Os contos carregam um humor inocente e leviano que para nós adultos chega a ser entediante.

Apesar dessa má impressão, achei três contos interessantes.

Um é de Pedro Bandeira chamado “Alô, alô”, que fala sobre desentendimentos em telefonemas.
O segundo é de autoria de Wagner Costa, chamado “Eu sou Você” que conta a história de duas meninas que trocam de identidades.

Já o terceiro conto é “A tatuagem”, Carlos Queiroz Telles. O conto é o último do livro e também brinca com a troca de identidades, mas agora entre gêmeos.

Esses três contos possuem um enredo muito interessante. Contudo, a linguagem voltada ao público pré-adolescente  faz com que um adulto possa ficar um pouco chateado.

A verdade é que li o livro com a idade errada.


Minha nota: @@@