Comprei o livro “Sete Faces do Humor” em um sebo durante uma
feira do livro. Ele só era mais um para completar o conjunto de três livros
onde eu iria ganhar desconto.
Confesso que o título me atraiu e pensei que a leitura
poderia ser divertida. Além disso, a capa trazia entre os vários autores, o
nome de Pedro Bandeira, autor que me trazia boas recordações da minha pré-adolescência.
Outro aspecto foi que o livro faz parte da coleção Veredas, o
que também me trazia boas recordações. Comprei e guardei.
Guardei até este mês quando decidi reler toda a pilha de
livros que se acumula em meu quarto.
Antes de dar a minha opinião sobre o livro, vale considerar
que ele é uma reunião de contos de diversos autores infanto-juvenis, e como são
contos infanto-juvenis, os contos trazem a inocência que se deve ter.
Além disso, o livro também traz uma espécie de explicação
sobre o tipo de humor de cada conto e falando um pouco sobre esse tipo de
humor.
Pra mim realmente foi uma leitura tortuosa. Não pelo texto,
que é bom, mas sim, pela expectativa que criei.
Comparei emoções de mais de 10 anos, achando que poderia ter
o mesmo humor aos 26 anos. Ledo engano.
O livro essencialmente é para crianças chegando à pré-adolescência.
Os contos carregam um humor inocente e leviano que para nós adultos chega a ser
entediante.
Apesar dessa má impressão, achei três contos interessantes.
Um é de Pedro Bandeira chamado “Alô, alô”, que fala sobre
desentendimentos em telefonemas.
O segundo é de autoria de Wagner Costa, chamado “Eu sou Você”
que conta a história de duas meninas que trocam de identidades.
Já o terceiro conto é “A tatuagem”, Carlos Queiroz Telles. O
conto é o último do livro e também brinca com a troca de identidades, mas agora
entre gêmeos.
Esses três contos possuem um enredo muito interessante.
Contudo, a linguagem voltada ao público pré-adolescente faz com que um adulto possa ficar um pouco chateado.
A verdade é que li o livro com a idade errada.
Minha nota: @@@

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